Como ler um line-up: b2b, live, closing e os códigos do flyer
Horário, ordem dos nomes e três letrinhas do lado do artista dizem mais sobre a noite do que o nome do festival. Um guia rápido para não chegar na hora errada.
Um flyer de festa é um documento técnico disfarçado de pôster. O tamanho do nome indica o cachê e a expectativa de público; a posição na grade indica o horário; e as siglas ao lado indicam o formato da apresentação.
DJ set é o padrão: o artista toca música, dele e de outros, mixando ao vivo. Live significa que ele vai executar a própria música com equipamento em cena — máquinas, sintetizadores, às vezes voz. São experiências diferentes, e um live costuma ter menos flexibilidade para ler a pista.
B2B, de back to back, é quando dois ou mais artistas dividem a cabine e revezam faixas. Rende set imprevisível, com mudanças de direção que nenhum dos dois faria sozinho. Quando aparece um b2b de três nomes, espere pouca ortodoxia.
Os horários contam o resto. Opening é quem abre: tem a tarefa ingrata de encher a pista com som mais contido, e é onde muita gente boa toca o melhor set da noite para trinta pessoas. Closing é quem fecha, geralmente com liberdade total. O headliner quase nunca está em nenhum dos dois extremos — ele toca no pico, quando a casa está cheia.
Conclusão prática: se você só vai ver o nome grande, chegue uma hora antes do horário dele. Se você vai pela música, chegue cedo e fique até o fim. Normalmente é no começo e no fim que a festa acontece de verdade.
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