Drum and bass: do jungle londrino ao peso que o Brasil adotou
Breakbeat acelerado, grave de sub e 174 BPM. O gênero nasceu nos anos 90 na Inglaterra e encontrou no Brasil um dos públicos mais fiéis do mundo.
O drum and bass vem do jungle, que se formou em Londres no início dos anos 90 a partir do rave britânico, do breakbeat acelerado e da cultura de sound system jamaicana. A fórmula básica se manteve: bateria quebrada em velocidade alta sobre uma linha de grave bem mais lenta.
A velocidade padrão gravita em torno de 174 BPM, mas a sensação é de meio tempo, porque o baixo marca a metade. É essa dupla leitura que permite dançar devagar numa música rapidíssima — e que torna o gênero tão fácil de reconhecer.
Com o tempo, o som se abriu em subgêneros bem distintos: o liquid, melódico e com voz; o neurofunk, de timbre industrial e grave torcido; o jump up, mais direto e feito para gritar o nome do DJ. Cabem na mesma festa, raramente no mesmo momento da noite.
O Brasil é um caso à parte na geografia do gênero. Há décadas existe público, festa e produção local consistentes aqui, com destaque histórico para São Paulo e para o Sul, e artistas brasileiros circulando no circuito internacional.
Se você só conhece o drum and bass por aquele palco mais barulhento do festival, vale uma segunda chance pelo liquid. É a porta de entrada mais honesta para quem acha o gênero pesado demais.
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